segunda-feira, 14 de novembro de 2011

it's all in vain

"vocês são engraçados," digo, olhos fechados

domingo, 13 de novembro de 2011

vain

"you've been doing well"
"have i?" it comes as more of a breathless wonder. there's a croon of consent behind her, rough press of hands from her hips to her thighs. "but not well enought?"
"not good enough"
"never enough"

sábado, 5 de novembro de 2011

razorblades

Tão fácil quanto pensar em me afastar é ver uma cópia mais (/mal) feita de você no imaginário de outros. Nos psicotrópicos, nas necessidades líricas.
Quer razão melhor para me afastar, mais, para sempre? É simples assim; amo, mas te amo mais. Te preciso mais.
Quero que deixem em paz. Quero bater no "eu" que um dia pensou em falar sobre você (o mesmo eu que diz tantas outras coisas com tal facilidade, não é?). Quero deixar bem longe todos que não tem a mínima noção de você, seus pecados, o seu gosto contra minha pele, as vezes em que você me tocou e eu nunca abri a boca.
(penso em como explicar, realmente, mas eu só quero massacrar e destruir e matar todos os que ousam pensar em você. não é certo, não é tolerável, não é perdoável, não é compreensível e fim.
e pensar que eu já me importei, amei. não há como amar alguém que ousa criar algo assim.)



(o você de outros propõe ou silencia.
o meu, o você, o 'meu' você, ah. ah. )

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

pierrot

Passei todos esses anos fazendo besteira atrás de besteira e penso "mas tem tanta gente que faz pior", e isso não muda nada. Nada nunca muda nada.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

me entenderam tanto

e me "amaram" tanto, que passaram todos esses anos assumindo de mim o pior - assumindo de mim o que vêem nos outros e não vou nem terminar a frase.

ao inferno.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

fuck you

"O que aconteceu com x?"
(Não é da sua conta. Não é da conta de ninguém. Me deixa.) "Nada, não sei, nem tinha reparado." (Quem dera que eu não tivesse parado)


(eu voltei a ficar tão brava com tudo)

sábado, 1 de outubro de 2011

recusas;

É pior quando fica tudo calmo, aquela coisa de relaxar os músculos e tentar pensar em outra coisa mas não conseguir, e tentar se convencer de que você é melhor que isso mas saber que não é, saber que vai ceder e no fim não ceder mas se sentir derrotada de qualquer maneira (você é a derrota, sempre sempresempre), e então você aumenta o volume (finalmente) e pensa na única pessoa que é capaz de te fazer chorar porque se você não o fizer agora, explodirá, e ninguém quer isso, não é, estão todos na conveniência de suas suposições e foda-se tudo (mamãe sabe mamãe sabe mamãe sabe mamãe sabe mamãe sabe )

domingo, 25 de setembro de 2011

remain your funny valentine

Eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo (mas,)

sábado, 24 de setembro de 2011

stand up, get up

Eu nunca nunca nunca nunca mais quero voltar pra "casa"

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

who are you mr. johnny?

Pessimistic 
 You tend to be a "glass half-empty" kind of person, which for you is simply a realistic outlook. Your feeling is that this world can be a depressing place, and only a fool would think otherwise. You do not waste your time searching for the silver lining in every cloud, nor do you believe it's your job to cheer up the people around you with happy talk.

 Passionate 
 You are in touch with your emotions, and sometimes you react before you think. The good news: you don't tamp down your feelings. The bad news: you sometimes say or do things that you later wish you could take back. You do not live your life on an even keel; you do not go for long periods without experiencing some mood swings. 

 Aesthetic 
 You appreciate art, beauty, and design; you know that they are not superficial but absolutely crucial to living the good life. You have good taste, and you're proud of it. Those with a high score on the "aesthetic" trait are often employed in literary or artistic professions, enjoy domestic activities — doing things around the house — and are enthusiastic about the arts, reading, and travel. You don't think it's pretentious to be moved by art and beauty. You're not one of those who believe it doesn't matter what something looks like as long as it does its job.

 Reckless 
 You tend to give in to your impulses and indulge your cravings. Rather than fight your emotions, you often do what comes naturally, which means occasionally overdoing it, sometimes even embarrassing yourself. You are not good at resisting temptation and avoiding overindulgence; you are not the kind of person who doesn't regret anything you said or did.

 Original 
 You are constantly coming up with new ideas. For you, the world as it exists is just a jumping-off place; what's going on inside your mind is often more interesting than what's going on outside. You don't feel that the road to success is to be a realist and stick to the program; you never stop yourself from coming up with new ideas or telling the world what you're thinking about.

 Curious
 You like to get to the bottom of things. You're not content knowing what someone did; you want to know why they did it. You don't simply take things as they are and move on; you're not content skimming along on the surface; you don't feel you're wasting time by digging for the meaning of things.

 Inefficient
 You like to live your life without plans, and when you do have a plan you're happy to ignore it. While you're not necessarily opposed to getting work done, you're very good at finding other ways to spend your time. You are not anal, or even particularly well organized. You don't enjoy sticking to your plans, and don't mind when you don't finish on time.

 Distracted
 You have a lot going on in your life, which means you don't always get to things when you'd like to. You mean well, but sometimes you lose track of what you're doing, and it can take a while to find your place. The good news is that you can usually summon the will to keep going until the job is done. You don't always start a job with the utmost enthusiasm, lock in immediately on what's important, do a great job, or finish quickly. 

 Rash
 You get excited easily, allow yourself to react without censoring your feelings, and sometimes blurt out the first thing that comes to mind. You generally don't consider what you're about to say before you open your mouth to speak. 

 Loose
 You feel that a clean, orderly desk is the sign of a person who doesn't have enough to do. Schedules and "to do" lists feel stifling; you thrive on a sense that anything goes, and know that the world won't end if you don't clean up after finishing a job. You don't need to know that everything is in its place; it is not empowering to you to feel that the world around you is neat and organized. Mowing down every item on your "to do" list, every day, does not bring you joy.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

a carne rasga,

nem sempre com o que esperam.


domingo, 11 de setembro de 2011

they will never be the same

they know i know that they don't sound like me;

E as nossas particularidades, e o quanto só me sinto real quando digito, aqui, com o sol rasgando minhas mãos, o ar agradável, tudo bom e longelongelonge de minha mãe.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

PRÓXIMA VEZ QUE NEGO ME TRATAR ASSIM EU ME ATRAVESSO

terça-feira, 6 de setembro de 2011

(taste me)

I'VE BEEN WAITING
(you're not one to disappoint)

sábado, 27 de agosto de 2011

e então

tudo calmo calmo branco frio e é engraçado porque sempre vem, e eu penso "então é isso", e estive esperando, com aquele tipo de adrenalina, e fica tudo cínico e grande -
(mas é só o relógio, meu amor, não foi você mesma que pediu por ele?
foi foi fui fui
)
tic tic toc

to the beat

tenho half a mind de corrigir. de dizer que eu estava cuidando de minha vó e por isso não respondi... mas o mesmo tempo...
ao mesmo tempo, ao inferno.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

just, don't

Não fale assim comigo.

(não falem comigo)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

hush,

this one world vision turns us in to compromise
what good's religion when it's each other we despise
damn the government
damn the killing
damn the lies

--

You cheated.

(no surprise)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

my hands too strong but my knees were far too weak

Todas as conversas desagradáveis de uma vez, e dor no corpo inteiro. Todas as decisões certas mas que acabam por doer mais do que as erradas.

('till death tear me apart)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

be quiet

"(...) Desse jeito esses dias, e você não era assim, ou se era eu nunca percebi..." Aí uma pergunta que tento responder, me perco, e então ele "Olha só, você nem lembra (...)"

I. Eu sempre fui assim, pior, e nunca foi de sua conta
II. Você me tratou do jeito que te acusei de tratá-lo
III. Eu minto e digo que não lembro como era antes, mas a verdade é que também não lembro de como era durante, do que fiz ano passado, bimestre passado, semana passada

(detalhes, detalhes, detalhes)

sábado, 6 de agosto de 2011

corp

E todas essas meninas com as quais troquei pedaços da alma, onde estão? Tento me convencer de que vivas, em algum lugar, diferentes, no "finalmente", mas temo que não. Às vezes olho para um reflexo qualquer na rua e vejo que, tão fácil quanto qualquer uma delas, poderia ser eu, desaparecida, morta.

(não sei o que pensar)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

postfácio

E é a oportunidade perfeita - despejar tudo, do fiapo às lágrimas ao quanto que eu só quero e me recuso. Só que não, não mais. Já sabem demais, então solto algum superlativo, algum clichê, e acabou.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

mirotic (but not quite)

Me dói mais do que o corpo ou a loucura ou a sombra do que só gritei ter. Dói dói dói porque foi o sacrifício idiota, que fiz, e que dói mais porque não consigo me arrepender, de todas as dores futuras que salvei com este único ato, e guardei em um único doer, e sempre foi você, e sempre será.

Simples assim, como areia, como água. (E o céu, claro, escuro, inalcançável.)
(Eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

ugly

Digo a verdade, ocasional, e permito apenas uma pílula cada vez que sinto a necessidade de virar trinta. Gostaria de dizer que é um começo, um progresso, mas a lista é longa, e cresce, e esta cicatriz ainda colore minha pele.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

I

Fingimos que ninguém morreu, mas não é bem assim. Às vezes me pego colhendo cacos, trancando a porta da cozinha, passando as mãos pelas rugas que corroem a carne, desviando tudo dos olhos vazios e azuis.

Quando abro a janela, e quando fecho os olhos, ou quando - qualquer coisa -, crio uma fantasia nova que nunca envolve cadáver algum, que não o meu (ocasionalmente, até, porque ultimamente andei vivendo música demais), mas a realidade chama.

amor em alguns atos:-

Brinco de escrever de amor. Exponho, à quem ousar ler minhas obras de miséria que acredito em um amor irrefutável -algo meio romântico, meio cru, inteiro dolorido. Na realidade, nem tanto. Falo de meus amores em pedaços, escrevo peças e solto frangalhos para pessoas que jamais terão a chance - ou se darão o trabalho - de se unirem para descobrir a total verdade.

A verdade? Dói, nem sempre dá certo, sempre deixa cicatriz. Mágoa. Aquela coisa de sentir tudo tudo tudo tudo até quase explodir, e esperar o dia todo só pra ouvir uma palavra, pra ter uma outra discussão que vai acabar em nada. Todos esses clichês e uma crueza que não cabe em palavras, e me deixa aqui no blog com mais um post que é "such a joke; such a mess", such a pathetic little girl.

Reparei que só amei pessoas inteligentes, sarcásticas, meio melancólicas. Aquelas pessoas que dá vontade de proteger, mas que no fim eu sempre quis que me protegessem. Algumas tentaram. E com todas eu cresci, vi mudar, fiquei calada quando não devia e gritei quando (não) precisava.

O tempo passou. Eu ainda amo todos, de maneiras diferentes, em algum lugar com mais raiva, outro com mais graça.

No fim, tanto faz. Existe um nome e o péssimo hábito de sempre esperar ver em alguém o que não existe, realmente, em mais ninguém.

domingo, 24 de julho de 2011

à medida que a voz de outros ficam mais altas, a sua fica mais frequente
e me encontro quase dizendo seu nome no meio de uma conversa que de nada lhe cabe
porque estão todos gritando (de novo) e é só raiva raiva raiva raiva raiva e ele disse alguma coisa que foi só uma cópia da discussão anterior, e ela é a variante desta vez, e tudo o que eu ouço é você, sempre você, para sempre você, e eu não cabia ali, eu não cabia em lugar nenhum,
e voltei para casa, voltei para você, mas é engraçado porque você nunca foi embora e eu sempre corri, mas parece que eu sempre corri na sua direção
e da outra vez eu achei que havíamos nos perdido, mas sempre nos encontramos, é incrível
e eu quase gritei seu nome
e eu agora o sussurro

quinta-feira, 21 de julho de 2011

justo você.

Esse é o primeiro post que faço pra você. Quero também falar que pretendo que seja é o último. A verdade é que nunca houve muito, quero dizer, muito que eu possa colocar em palavras. Eu não quero falar de você, porque passei os últimos anos te evitando como a praga. Não quero falar de você, mas estou, porque te amei daquela maneira esquisita que amamos o sangue que chamamos de nosso, aquela coisa do imutável da sua existência na minha vida, a sua presença como sombra em tudo, todos. O fato de que um dia você estava lá, e, no outro, mal estava, te transformou em algo próximo de um fantasma - tantas coisas preciosas, perdidas, e como é que um corpo pode respirar, assim, como os olhos podem se abrir, como, como como como como como?

Acho que não devia estar no blog, não agora, acho que não devia falar de você, nunca, mas estou. Tudo o que sei, de você, apesar de conhecer o toque de sua mão como papel de seda, é que nunca te conheci, realmente, nunca cheguei perto de conhecer a pessoa, a alma, e que quando finalmente cheguei na idade em que seria capaz de fazê-lo, já não restara muito. Sei que você casou com um homem fantástico, mas todo mundo sempre te pintou como vilã, mas como pode, então, ser capaz de ter-se casado com um homem daqueles, um homem bom, um homem gentil, um homem amável, atencioso, dedicado? Era ele a máscara ou era tua, a máscara, de ruim, tentando esconder alguma coisa? Quem era você? Quais eram seus sonhos? Quais eram seus medos?

E o que eu lembro, além dos seus pés apoiados no banquinho verde, as pintas nas suas mãos gastas, o seu cabelo de algodão, dos seus olhos (que foram ficando cada vez mais cinzas e diluídos, até que um dia eu não conseguia mais olhar), é da sua voz (que eu nem lembro, então das suas palavras): "eu quero morrer".

segunda-feira, 18 de julho de 2011

th]e[dge

Não estou me sentindo tão devastada quanto estou me sentindo perigosa. A verdade é que não há muito o que me devastar, não há muito o que me destruir, não há nada novo que possa me machucar. Todos os monstros são velhos, terrores velhos, medos velhos, dores velhas.

Me sinto perigosa por pensar em quem sempre pensei, do mesmo jeito que sempre pensei, com a mesma frequência e a mesma carência. É a mesma necessidade insaciável e o mesmo objetivo inatingível - apenas acalentados por aquela voz fraca de "ao menos eu tentei." Ao menos eu tentei e vi seus olhos toda vez que fechava os meus, ao menos eu tentei e era seu rosto, sempre, suas mãos, o gosto de seus ossos e o ardido de suas verdades corroendo o pouco que me ergui.

Hoje cheguei em uma pequena bifurcação que, como sempre, apresenta dois caminhos igualmente patéticos. Já é meio óbvio qual quero, e também que não conseguirei segui-lo. Então... Então nada.

terça-feira, 12 de julho de 2011

don't call me no more-

Esses dias, tudo conspira. Estória atrás de estória atrás de pessoas com a mesma fragilidade. Dói mais, e a dor de cabeça começa. Devastadora, e a boca fica inquieta, os olhos pulando de lugar para outro.

Acho que meu corpo está treinado. Eu ando pensando e não fazendo, para horror próprio. Não penso, nos números, não ativamente, mas eles me assombram. Meu corpo treinado para sofrer e não trabalhar. Grande merda.

"Pra quê," ela perguntou, olhos grudados nas minhas costas. Em algum lugar, minhas mãos tremiam. "Não vai se enforcar, pelo amor de Deus!"
Deus Deus Deus. Existe um único Deus ativo em minha vida, e ele não é o seu. "Não, eu só- só preciso."
"Esquece. Faz isso amanhã." Amanhã é tarde demais, eu preciso, eu preciso, agora.

(e eu sinto aquelas mesmas mãos de sempre, frias como o diabo, ha, o diabo, subindo e pressão, pressão, e penso, 'que besteira, você não precisa fazer tudo isso para me tirar o ar')

segunda-feira, 11 de julho de 2011

wrong number-

Guardo rascunho em cima de rascunho, atrás de prateleira, dentro de gaveta.


"É bom ficar sozinha, né", ela disse, sorriso no rosto marcado por coisas que ela nem sabe mais
"É", eu não sorri. Nunca estou sozinha (nunca nunca nunca nunca um nunca com gosto de cinzas e verdades rubras, cortantes, brasas, pontos na escuridão, ou talvez a escuridão como um todo, ou talvez o gosto de seus dentes contra meu ombro, meus quadris, minha boca)

sábado, 25 de junho de 2011

mais um, menos outro

Faço um bom trabalho de manter a boca fechada. Pelo menos aqui, e me tacham de quieta, mal-humorada, o diabo à quatro. Ele fala, fala, fala, e a cada pausa destinada à mim penso em deixar escapar, em falar sobre o veneno de sete anos. Não falo - situo minhas mãos no maxilar, boca, queixo. Ela fala, sugere-me uma fé (fé nenhuma me salvou). Ele diz que eu tenho de querer alguma coisa, que vivo demais sem propósito algum (ah, eu tenho um). Algum dos dois diz que preciso dar mais de mim, dar partes de quem sou para que os outros possam se sentir bem. Essa última parte me incomoda um pouco mais do que as outras.

O veneno-de-sete anos deixou pouco para trás; quão idiota eu teria de ser para dar o que quer que fosse, muito menos pedaço meu? Ainda posso correr linhas sobre o meu próprio veneno, ou o veneno dele, ou o veneno do mundo. Tanto faz. Venenos são venenos.
E então... Novamente... Novamente. Eu pensei Nele, com nome, com presença, com o gosto de seus dedos e a textura de seu cabelo. Acho que porque voltei a sonhar (acho que porque tive um daqueles sonhos em que perco o pouco que restou, em todos os sentidos, e acordo sentindo-me velha, velha demais, sábia, sábia demais, tudo demais), ou talvez porque simplesmente pertenço.

De qualquer maneira, não tenho nada para dar. Nada que mereça atenção. Nada que mereçam receber. Não tenho nada intacto, nada de valia, nada de interesse.

(e velha, tentando reatar os retalhos para formar uma imagem que remeta ao que não me sai da cabeça mas não consigo ver, não consigo lembrar, não consigo viver sem saber)

domingo, 19 de junho de 2011

eu não acredito

que é mais um ano que vou passar desejando não ter ano nenhum

mãe

Eu quero cortar e sangrar e arrancar órgão por órgão do meu corpo, eu quero gritar e, acima de tudo, eu quero matá-la. Eu a odeio como a vítima odeia o estuprador, eu a odeio como o rebelde odeia o governo, eu a odeio como o preso odeia o cárcere. Eu quero jogá-la e estraçalhá-la e apagar todos os danos que ela fez aos outros e à mim. Eu quero matá-la, findá-la, tirar de mim todos os venenos que ela injetou (ele não te ama ninguém te ama como eu só eu me esforço por você só eu me importo só eu e meus pais mais ninguém mais ninguém e você não presta você não é nada de bom você não me vale nada você não me trata como eu merecia ser tratada você é um lixo você é uma perda de tempo)e

EU DEVERIA ME AMAR MAS NÃO AMO E A CULPA É SUA A CULPA É TODA SUA E EU QUERO ARRASTAR A LÂMINA DO MEU PULSO ATÉ O MEU CORAÇÃO SÓ PARA NUNCA MAIS, NUNCA MAIS TER QUE LIDAR COM NADA, MAS PRINCIPALMENTE NUNCA MAIS TER DE LIDAR COM VOCÊ EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO EU TE ODEIO

quinta-feira, 16 de junho de 2011

e o ar falta.

A pergunta vai, volta, corre pelos seus pulmões e se entrelaça na garganta ardida, arranhada - de ácido ou de ocasião, tanto faz -, ela sobe, desce, permeia e cospe um pouco, alguns retalhos para lá e para cá.

Ela não é específica, não exatamente, mas toca todos os cantos, todas as dores, inseguranças, todos os costumes impostos quando papai e mamãe ainda eram absolutamente absolutos, o mundo sem escalas, apenas preto e branco. Hoje em dia é tudo colorido, então a pergunta arde. Arde e implode com aquele ar de 'grande novidade', nenhuma grande descoberta que não a de que, sim, você ainda é capaz de voltar a este ponto, sempre, ele está aqui só esperando a chance.

A música, ah, ela perde o gosto e só serve para ensurdecer. Pedaço por pedaço, refrão, grite palavras, etc.

A culpa, vem, vai, volta, fica, fica, fica. Sempre uma nova culpa e, mesmo quando jogada em outros, é só da boca pra fora - você foi muito bem educada, sim, e aqui está a prova, afinal. A culpa é sua, senão de quem lhe importa, nunca de quem lhe apetece - a culpa é sua.

Você pensou "esse ano não, não nesta época, não não não", mas a verdade é que você tem mais um marco e o passará com o mesmo sentimento dos anos anteriores, aquela coisa de derrota e toda a amargura que te é própria quando em junho.

Parabéns.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

os parênteses são seus

Você me assombra, até mesmo na inconsciência.

domingo, 29 de maio de 2011

remetente: _

Venha, venha, venha. Todo um mundo lá fora, todo um mundo de fracassos e decepções. Venha, venha, venha. Doerá em você, apenas. Venha, venha, venha. Ando sem distrações, e ah, você é o que chamam de 'beautiful disaster' (mas sem o beautiful), você é o que chamam de destino, você é o que chamam de passatempo e passar-o-tempo.

sábado, 28 de maio de 2011

pierrot the clown

Você me vem como a mágoa no natal - com cheiro de sal e gosto de cobre. Ferro, ácido, cerragem. Aquela coisa de estralar o pescoço e pensar em cizal, no gosto contra a boca, o cheiro que deixa para trás.

Você me encontra como pequena-enorme criatura, rindo para não chorar, chorar para não gritar teu nome.

Você me destrói como copo de cristal, exceto pela parte em que você guarda os pedaços e depois os sacode, e nunca há nada de belo no que resta, nunca há reflexo algum.

Você me deixa como quem diz "até logo", e às vezes tento recompor algum tipo de resistência - que é inútil-, algum tipo de confiança - que é inútil-, algum tipo de esperança - que só espera pela chance de ser massacrada.

papel lacrado:

Eu odeio. Simples assim, odeio. E é algum tipo de masoquismo, algum tipo de coisa que sou incapaz de impedir - quanto mais você me machucar, mais perto eu vou chegar, mais fundo eu vou te permitir, mais mais mais mais mais

Eu te uso como mecanismo, simples assim - para lembrar do que é ruim, do tanto que é ruim, da falha que dissolve-se em uma grande massa de fracasso após fracasso.

E você tem tantos rostos, tantos nomes, tantos trejeitos, tantas maneiras de me gritar tudo o que dói

e eu

e eu sorrio, eu digo que te amo (eu minto, pois amor assim, amor assim não me cabe, amor assim é o único amor que me existe), eu despejo abraço e tempo e esforço em você - e eu te odeio.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

fiction

Mergulhe na arte, e esqueça o resto. Pessoas machucam. Pessoas não prestam.

('você não é uma pessoa, você é arte'
não, você é arte, monstro, destruição
'você é a arte de te destruir'
você é a arte da minha destruição)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

shuffle

Os temas se misturam, as pessoas se misturam, os sentimentos se misturam, os interesses se misturam, os diagnósticos se misturam. Parece tudo uma grande piada, mas só de longe. De perto é rotina, suspiro, rotina.

("então senta e espera até que o orgulho te permita fazer qualquer outra coisa que não prender a respiração"
"é, eu sei"
"não saiba, faça"
"é, eu sei.")

quinta-feira, 28 de abril de 2011

nem a música, não mais.

Eu achei que dessa vez ia ficar tudo bem. Que ia ser diferente.

No fim, voltou, e em um impulso só. Eu não consigo mais parar. Eu não posso parar. Se parar, o que vai ser?

Estou sozinha, tão malditamente sozinha, sem ninguém com quem não tenha pudores que me impeçam de falar tudo. E dói. Dói, dói, dói, e amanhã estarei sorrindo, e vai ser que nem foi todas as outras vezes. Até lá, aperto os lábios contra meu único veneno, e volto a rezar para o demônio e o que o alimente.

domingo, 24 de abril de 2011

o interlúdio.

Andei pensando pouco. "Andei, andei, andei até encontrar..."

Passei dez, onze, doze dias na mesmice do bem-querer-mal-querer. E a música, cada vez mais alta, um artista (novo) a cada três dias para manter o entusiasmo (falso), e foi meio que inconsciente, a distância com todos (amigos), mas não mal-vista, não desgostosa.

Comi tudo o que quis. Vesti o que quis. Sangrei o que quis. Escrevi o que quis e como quis. Só não me movi como queria, não me amei como queria, não deixei de me sentir repulsiva e insuficiente. São desejos, inalcansáveis, impossíveis, mas desejos mesmo assim.

Estou bem (acho), ao menos, bem anestesiada. Finalmente.

terça-feira, 29 de março de 2011

mass

Tenho que escrever em algum lugar, para futura referência.

Foi aqui. E começou com cinco, teve relapso no esticar da carne e conhecer mais ainda, prazer masoquista quando a pergunta de outros foi respondida e agora, a certeza de que cada toque deixará marcas, ah, amadas marcas inexplicáveis a quem não as afligir.

Talvez falhe, como todas as outras vezes.

Talvez não.

segunda-feira, 28 de março de 2011

tecido.

oh darling, my darling
there's a whole world out there

--

Ando meio 'assim'. Fui no show do 30stm e, sabe, foi "legal". Etcétera. Tá tudo, sabe, "legal". Os mais atentos reclamaram. Tanto faz. Melhor assim, melhor o limbo, melhor o saber-esperar e não sentir pois ainda não está aqui. Desligar o radar e fingir não perceber.

Se aproxima, inexoravelmente, como o demônio que ruge antes da batalha. E as larvas consumindo o premédio de carne podre, derivados.

(Uso metáforas muito interessantes, não? E elas corroem, mais ainda do que a dúvida.)

segunda-feira, 21 de março de 2011

oh my darling

oh my darling
i'd tear this whole world apart
i'd bleed us both dry
and still
what could be said when we already said too much
what could we understand when we already tried hard enough
there is not sunset there is no sunrise
there are no hopes or dreams
there is
me
you
and a whole lot of pain out there
a whole lot of secrets untold
and i wish i could cover you whole with something akin to my last breath

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

realmente,

só quero fugir para um lugar onde as cobertas sejam sempre quentes e compartilhadas; o seu sorriso perto do meu e o amaldiçoar quando conflito.

Eu só te quero, logo, sem precedentes, sem intromissões; mas é difícil pois faço todas as escolhas erradas, confio em todos os que tem olhos e não ouvidos.

Você fornece letras e tento arranjá-las. Ninguém mais, mas a solidão me fez monstro.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

tigerlilly

São níveis diferentes. Tem gente mentindo para outros, tem gente mentindo para o espelho. Vejo tudo, pois estou no limbo. Sinto tudo, porque estou no limbo. Agora, veja, nunca fui assim tão fundo - nunca cheguei ao ponto de tal doença, ao ponto de ser mais mal do que desejo-, mas acabei por criar outros demônios, ou outros demônios acabaram por me criar. Depois de um tempo, fica tudo igual.

Então navego por entre os afligidos, pois é o que faço. Como cheguei aqui? Não sei, não sei se foi curiosidade ou dor, não sei se estou onde acham que estou, não sei se consigo enxergar palmo meu à minha frente ao invés de enxergar palmo de outros. Talvez seja mais fácil ver quando não é seu, seja mais fácil despedaçar e analisar com olhos de cientista. Anoto pequenos detalhes no funda da minha mente, vou acumulando fatos, e às vezes me sinto intrusa, mas não por muito tempo. Sinto-me senhora dos pecados alheios, e gosto.

Outro dia, perguntei se ela se cortava, e disse "Às vezes". Meio óbvio, meio dolorido. Só que ela, ah, ela eu não tenho como salvar.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

harbor

Tudo o que bastou foi olhar no espelho. E, quando já tinha passado, me fizeram o favor.

(e então a respiração, que sempre foi bênção e agora virou castigo)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

don't trust me

e é claro que tem outro significado, para você. "Só ficar perto," e eu imagino a sua auto-estima esvaindo.

Honestidade?, eu perguntei, e falei apenas o que você poderia ouvir. Irei, é claro. Só não sei se te amei, não sei se te amei como você diz me amar.

É complicado. Eu posso apenas oferecer o espaço, o interlúdio.

(O que estou fazendo? Em quantas maneiras posso estar te destruindo? Em quantas maneiras eu posso pensar que é tudo uma mentira e você apenas quer um corpo quente e um sorriso qualquer?)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"não vale nada"

Como diabos vou conseguir emagrecer se meu estômago não parar de doer? O horror. Como pouco, como muito, dói de qualquer jeito.

Meu corpo inteiro dói, em fases. Não dei tanta atenção até agora por conseguir esvaziar, mas agora, ah, agora, agora estou presa na rotina desagradável e todas as dores voltam como um tsunami maldito.

Não sei o que fazer. Exercícios, cortar doces, todas essas merdas que não posso fazer com dores involuntárias. Sento, o mesmo peso de sempre, espero, me pego tremendo por ter tomado - apenas três - pílulas, e é irônico, quando virava seis de uma vez.

Irônico, maldito, inevitável/invariável.

domingo, 30 de janeiro de 2011

e estofados poídos;

Quer saber de um outro remédio que me faria feliz? Adderall.

Talvez um pouco mais de solidão e menos de ter que olhar para o rosto de quem quer que seja; mas disto já não tenho esperanças.

É muito fácil, é muito simples; é sobre diminuir o que traz o instantâneo e aumentar o que traz o permanente. E sei disso, mas não consigo mais - o fazer para depois me é inútil, pois não acredito na existência do mesmo, acredito apenas no relógio e ele está cada vez mais próximo do dezoito anos que jurei ser-me impossível.

É só que, se quer me fazer feliz, me dê Adderall - nada de palavras, abraços ou consolos cheios de açúcar. Só Adderall.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

e é por isso que

Os números na balança permanecem iguais. A lâmina não fica cega. O espelho continua inteiro.

E é óbvio, claro, é por isso e mais nada - o que não muda a indignação, ou o que sobrou dela depois que o demônio levou tudo o que existia.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

do pouco que resta;

E são sempre simbolismos, malditos, com o ápice em uma verdade qualquer.

"Você está tão bonita - como um quadro"
"Sim, como um Picasso"
(ninguém negou)

domingo, 9 de janeiro de 2011

déjà vu

Sim, eu fui ruim. Sim, eu mereci. E, mesmo assim, não foi chateação. Foi a pura irritação, velada, se ao menos por saber que irrito.

Já não sei mais o que fazer. Antes era só eu irritada com o mundo. Agora todo mundo está irritado comigo, e isso me irrita mais. Alimenta o monstro, de uma certa maneira.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

reaching out;

Comecei em outra maneira. Sei onde isto vai chegar - e há alguns anos, estava certa quando disse que era fácil, para mim. Da outra maneira, listam compulsivo-obsessivo, ansiedade, depressão. Não acredito em nada, se apenas pelo ridículo. Não ouço ninguém, e não paro. Volto para as outras maneiras horríveis, se apenas porque posso.

E, a melhor parte? Já não choro mais por dores reais.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

firework!

Sonho macabro, eu quis pensar, mas a verdade é que gostei. Seria de meu agrado caso seguisse aquele caminho, se eu tivesse coragem, se fosse aquele o futuro.

Mas não, não, não, não (por enquanto, não).

É tudo uma questão de tato, suponho. Mas há pouco a se falar.