segunda-feira, 30 de maio de 2011

os parênteses são seus

Você me assombra, até mesmo na inconsciência.

domingo, 29 de maio de 2011

remetente: _

Venha, venha, venha. Todo um mundo lá fora, todo um mundo de fracassos e decepções. Venha, venha, venha. Doerá em você, apenas. Venha, venha, venha. Ando sem distrações, e ah, você é o que chamam de 'beautiful disaster' (mas sem o beautiful), você é o que chamam de destino, você é o que chamam de passatempo e passar-o-tempo.

sábado, 28 de maio de 2011

pierrot the clown

Você me vem como a mágoa no natal - com cheiro de sal e gosto de cobre. Ferro, ácido, cerragem. Aquela coisa de estralar o pescoço e pensar em cizal, no gosto contra a boca, o cheiro que deixa para trás.

Você me encontra como pequena-enorme criatura, rindo para não chorar, chorar para não gritar teu nome.

Você me destrói como copo de cristal, exceto pela parte em que você guarda os pedaços e depois os sacode, e nunca há nada de belo no que resta, nunca há reflexo algum.

Você me deixa como quem diz "até logo", e às vezes tento recompor algum tipo de resistência - que é inútil-, algum tipo de confiança - que é inútil-, algum tipo de esperança - que só espera pela chance de ser massacrada.

papel lacrado:

Eu odeio. Simples assim, odeio. E é algum tipo de masoquismo, algum tipo de coisa que sou incapaz de impedir - quanto mais você me machucar, mais perto eu vou chegar, mais fundo eu vou te permitir, mais mais mais mais mais

Eu te uso como mecanismo, simples assim - para lembrar do que é ruim, do tanto que é ruim, da falha que dissolve-se em uma grande massa de fracasso após fracasso.

E você tem tantos rostos, tantos nomes, tantos trejeitos, tantas maneiras de me gritar tudo o que dói

e eu

e eu sorrio, eu digo que te amo (eu minto, pois amor assim, amor assim não me cabe, amor assim é o único amor que me existe), eu despejo abraço e tempo e esforço em você - e eu te odeio.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

fiction

Mergulhe na arte, e esqueça o resto. Pessoas machucam. Pessoas não prestam.

('você não é uma pessoa, você é arte'
não, você é arte, monstro, destruição
'você é a arte de te destruir'
você é a arte da minha destruição)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

shuffle

Os temas se misturam, as pessoas se misturam, os sentimentos se misturam, os interesses se misturam, os diagnósticos se misturam. Parece tudo uma grande piada, mas só de longe. De perto é rotina, suspiro, rotina.

("então senta e espera até que o orgulho te permita fazer qualquer outra coisa que não prender a respiração"
"é, eu sei"
"não saiba, faça"
"é, eu sei.")