segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"não vale nada"

Como diabos vou conseguir emagrecer se meu estômago não parar de doer? O horror. Como pouco, como muito, dói de qualquer jeito.

Meu corpo inteiro dói, em fases. Não dei tanta atenção até agora por conseguir esvaziar, mas agora, ah, agora, agora estou presa na rotina desagradável e todas as dores voltam como um tsunami maldito.

Não sei o que fazer. Exercícios, cortar doces, todas essas merdas que não posso fazer com dores involuntárias. Sento, o mesmo peso de sempre, espero, me pego tremendo por ter tomado - apenas três - pílulas, e é irônico, quando virava seis de uma vez.

Irônico, maldito, inevitável/invariável.

domingo, 30 de janeiro de 2011

e estofados poídos;

Quer saber de um outro remédio que me faria feliz? Adderall.

Talvez um pouco mais de solidão e menos de ter que olhar para o rosto de quem quer que seja; mas disto já não tenho esperanças.

É muito fácil, é muito simples; é sobre diminuir o que traz o instantâneo e aumentar o que traz o permanente. E sei disso, mas não consigo mais - o fazer para depois me é inútil, pois não acredito na existência do mesmo, acredito apenas no relógio e ele está cada vez mais próximo do dezoito anos que jurei ser-me impossível.

É só que, se quer me fazer feliz, me dê Adderall - nada de palavras, abraços ou consolos cheios de açúcar. Só Adderall.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

e é por isso que

Os números na balança permanecem iguais. A lâmina não fica cega. O espelho continua inteiro.

E é óbvio, claro, é por isso e mais nada - o que não muda a indignação, ou o que sobrou dela depois que o demônio levou tudo o que existia.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

do pouco que resta;

E são sempre simbolismos, malditos, com o ápice em uma verdade qualquer.

"Você está tão bonita - como um quadro"
"Sim, como um Picasso"
(ninguém negou)

domingo, 9 de janeiro de 2011

déjà vu

Sim, eu fui ruim. Sim, eu mereci. E, mesmo assim, não foi chateação. Foi a pura irritação, velada, se ao menos por saber que irrito.

Já não sei mais o que fazer. Antes era só eu irritada com o mundo. Agora todo mundo está irritado comigo, e isso me irrita mais. Alimenta o monstro, de uma certa maneira.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

reaching out;

Comecei em outra maneira. Sei onde isto vai chegar - e há alguns anos, estava certa quando disse que era fácil, para mim. Da outra maneira, listam compulsivo-obsessivo, ansiedade, depressão. Não acredito em nada, se apenas pelo ridículo. Não ouço ninguém, e não paro. Volto para as outras maneiras horríveis, se apenas porque posso.

E, a melhor parte? Já não choro mais por dores reais.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

firework!

Sonho macabro, eu quis pensar, mas a verdade é que gostei. Seria de meu agrado caso seguisse aquele caminho, se eu tivesse coragem, se fosse aquele o futuro.

Mas não, não, não, não (por enquanto, não).

É tudo uma questão de tato, suponho. Mas há pouco a se falar.