quinta-feira, 28 de abril de 2011

nem a música, não mais.

Eu achei que dessa vez ia ficar tudo bem. Que ia ser diferente.

No fim, voltou, e em um impulso só. Eu não consigo mais parar. Eu não posso parar. Se parar, o que vai ser?

Estou sozinha, tão malditamente sozinha, sem ninguém com quem não tenha pudores que me impeçam de falar tudo. E dói. Dói, dói, dói, e amanhã estarei sorrindo, e vai ser que nem foi todas as outras vezes. Até lá, aperto os lábios contra meu único veneno, e volto a rezar para o demônio e o que o alimente.

domingo, 24 de abril de 2011

o interlúdio.

Andei pensando pouco. "Andei, andei, andei até encontrar..."

Passei dez, onze, doze dias na mesmice do bem-querer-mal-querer. E a música, cada vez mais alta, um artista (novo) a cada três dias para manter o entusiasmo (falso), e foi meio que inconsciente, a distância com todos (amigos), mas não mal-vista, não desgostosa.

Comi tudo o que quis. Vesti o que quis. Sangrei o que quis. Escrevi o que quis e como quis. Só não me movi como queria, não me amei como queria, não deixei de me sentir repulsiva e insuficiente. São desejos, inalcansáveis, impossíveis, mas desejos mesmo assim.

Estou bem (acho), ao menos, bem anestesiada. Finalmente.