sábado, 27 de agosto de 2011

e então

tudo calmo calmo branco frio e é engraçado porque sempre vem, e eu penso "então é isso", e estive esperando, com aquele tipo de adrenalina, e fica tudo cínico e grande -
(mas é só o relógio, meu amor, não foi você mesma que pediu por ele?
foi foi fui fui
)
tic tic toc

to the beat

tenho half a mind de corrigir. de dizer que eu estava cuidando de minha vó e por isso não respondi... mas o mesmo tempo...
ao mesmo tempo, ao inferno.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

just, don't

Não fale assim comigo.

(não falem comigo)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

hush,

this one world vision turns us in to compromise
what good's religion when it's each other we despise
damn the government
damn the killing
damn the lies

--

You cheated.

(no surprise)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

my hands too strong but my knees were far too weak

Todas as conversas desagradáveis de uma vez, e dor no corpo inteiro. Todas as decisões certas mas que acabam por doer mais do que as erradas.

('till death tear me apart)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

be quiet

"(...) Desse jeito esses dias, e você não era assim, ou se era eu nunca percebi..." Aí uma pergunta que tento responder, me perco, e então ele "Olha só, você nem lembra (...)"

I. Eu sempre fui assim, pior, e nunca foi de sua conta
II. Você me tratou do jeito que te acusei de tratá-lo
III. Eu minto e digo que não lembro como era antes, mas a verdade é que também não lembro de como era durante, do que fiz ano passado, bimestre passado, semana passada

(detalhes, detalhes, detalhes)

sábado, 6 de agosto de 2011

corp

E todas essas meninas com as quais troquei pedaços da alma, onde estão? Tento me convencer de que vivas, em algum lugar, diferentes, no "finalmente", mas temo que não. Às vezes olho para um reflexo qualquer na rua e vejo que, tão fácil quanto qualquer uma delas, poderia ser eu, desaparecida, morta.

(não sei o que pensar)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

postfácio

E é a oportunidade perfeita - despejar tudo, do fiapo às lágrimas ao quanto que eu só quero e me recuso. Só que não, não mais. Já sabem demais, então solto algum superlativo, algum clichê, e acabou.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

mirotic (but not quite)

Me dói mais do que o corpo ou a loucura ou a sombra do que só gritei ter. Dói dói dói porque foi o sacrifício idiota, que fiz, e que dói mais porque não consigo me arrepender, de todas as dores futuras que salvei com este único ato, e guardei em um único doer, e sempre foi você, e sempre será.

Simples assim, como areia, como água. (E o céu, claro, escuro, inalcançável.)
(Eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo eu te amo)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

ugly

Digo a verdade, ocasional, e permito apenas uma pílula cada vez que sinto a necessidade de virar trinta. Gostaria de dizer que é um começo, um progresso, mas a lista é longa, e cresce, e esta cicatriz ainda colore minha pele.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

I

Fingimos que ninguém morreu, mas não é bem assim. Às vezes me pego colhendo cacos, trancando a porta da cozinha, passando as mãos pelas rugas que corroem a carne, desviando tudo dos olhos vazios e azuis.

Quando abro a janela, e quando fecho os olhos, ou quando - qualquer coisa -, crio uma fantasia nova que nunca envolve cadáver algum, que não o meu (ocasionalmente, até, porque ultimamente andei vivendo música demais), mas a realidade chama.

amor em alguns atos:-

Brinco de escrever de amor. Exponho, à quem ousar ler minhas obras de miséria que acredito em um amor irrefutável -algo meio romântico, meio cru, inteiro dolorido. Na realidade, nem tanto. Falo de meus amores em pedaços, escrevo peças e solto frangalhos para pessoas que jamais terão a chance - ou se darão o trabalho - de se unirem para descobrir a total verdade.

A verdade? Dói, nem sempre dá certo, sempre deixa cicatriz. Mágoa. Aquela coisa de sentir tudo tudo tudo tudo até quase explodir, e esperar o dia todo só pra ouvir uma palavra, pra ter uma outra discussão que vai acabar em nada. Todos esses clichês e uma crueza que não cabe em palavras, e me deixa aqui no blog com mais um post que é "such a joke; such a mess", such a pathetic little girl.

Reparei que só amei pessoas inteligentes, sarcásticas, meio melancólicas. Aquelas pessoas que dá vontade de proteger, mas que no fim eu sempre quis que me protegessem. Algumas tentaram. E com todas eu cresci, vi mudar, fiquei calada quando não devia e gritei quando (não) precisava.

O tempo passou. Eu ainda amo todos, de maneiras diferentes, em algum lugar com mais raiva, outro com mais graça.

No fim, tanto faz. Existe um nome e o péssimo hábito de sempre esperar ver em alguém o que não existe, realmente, em mais ninguém.