sábado, 14 de novembro de 2009

nada vale tudo

Pensando bem, vejo que sacrifiquei muitas coisas apenas para conquistar o respeito (ou amizade) de alguém, e no final das contas, só me dei mal. Acho que certas coisas, você só consegue naturalmente.

Assim como ~este~ "sentimento". Ousaria chamá-lo de felicidade, se n ão temesse que sumisse junto com as letras que a compõem. Certas coisas, (por exemplo a sagrada amizade) você deve deixar rolar.

É então que me encontro aqui, em uma situação que consideraria como impossível há semanas atrás. Não é a vida uma caixinha de surpresas?


terça-feira, 3 de novembro de 2009

e nós?

Eu deveria desistir. Realmente, você não me dá nenhuma razão para acreditar que você, algum dia, (voltará não,) mas ao menos será um ensaio melhor de pessoa do que é agora.

Não sei como ainda consigo te enfrentar. Acho que; é algo como instintivo. Você vê uma máscara quebrada, e recompõe a sua.

Você; se foi.

domingo, 1 de novembro de 2009

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[Acho que é o tipo de coisa pela qual você tem que passar.]

Estou na casa de meu pai. Gosto daqui. É tudo, claro, e tem tanto, sol, e espaço. Eventualmente, tenho aqueles surtos de energia (que sei que deveria aproveitar mas nunca o faço), ou um daqueles momentos gostosos em que o clima está perfeito, e fico aqui, só curtindo o cheirinho da casa. Admito que certos lugares são mais gostosos e que passo 80% do tempo em um dos lugares menos gostosos, mas acho que isso não importa muito, apenas pela possibilidade de poder mudar.

É disto que gosto aqui; as possiblidades. Não é nada tão fechado quanto o quarto-sala-cozinha-baneiro lá de casa, aqui tem o sofá de couro marrom (com aquela coisa que só pode ser chamada de infância) onde eu posso deitar e ficar olhando para o teto, a veneziana mexendo levemente com a brisa e o sol me deixando quietinha, segura.

Ou então um dos quartos, deitar na casa e fechar os olhos, sentindo aquela segurança e felicidade tão íntima que você até duvida da existência dela.

E vou, sim, ser chata e falar do quintal, falar de sentar no muro e balançar as pernas, ficar olhando para o verde das plantas e o copo de àgua gelado, com os lábios secos e todo aquele amorzinho crescendo dentro de você...

Sempre me pergunto se não me sentiria sufocada se morasse aqui. A grande pergunta é; o que me faz sufocar (ou quem?) ?