Então navego por entre os afligidos, pois é o que faço. Como cheguei aqui? Não sei, não sei se foi curiosidade ou dor, não sei se estou onde acham que estou, não sei se consigo enxergar palmo meu à minha frente ao invés de enxergar palmo de outros. Talvez seja mais fácil ver quando não é seu, seja mais fácil despedaçar e analisar com olhos de cientista. Anoto pequenos detalhes no funda da minha mente, vou acumulando fatos, e às vezes me sinto intrusa, mas não por muito tempo. Sinto-me senhora dos pecados alheios, e gosto.
Outro dia, perguntei se ela se cortava, e disse "Às vezes". Meio óbvio, meio dolorido. Só que ela, ah, ela eu não tenho como salvar.
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