O veneno-de-sete anos deixou pouco para trás; quão idiota eu teria de ser para dar o que quer que fosse, muito menos pedaço meu? Ainda posso correr linhas sobre o meu próprio veneno, ou o veneno dele, ou o veneno do mundo. Tanto faz. Venenos são venenos.
E então... Novamente... Novamente. Eu pensei Nele, com nome, com presença, com o gosto de seus dedos e a textura de seu cabelo. Acho que porque voltei a sonhar (acho que porque tive um daqueles sonhos em que perco o pouco que restou, em todos os sentidos, e acordo sentindo-me velha, velha demais, sábia, sábia demais, tudo demais), ou talvez porque simplesmente pertenço.
De qualquer maneira, não tenho nada para dar. Nada que mereça atenção. Nada que mereçam receber. Não tenho nada intacto, nada de valia, nada de interesse.
(e velha, tentando reatar os retalhos para formar uma imagem que remeta ao que não me sai da cabeça mas não consigo ver, não consigo lembrar, não consigo viver sem saber)
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