terça-feira, 12 de julho de 2011

don't call me no more-

Esses dias, tudo conspira. Estória atrás de estória atrás de pessoas com a mesma fragilidade. Dói mais, e a dor de cabeça começa. Devastadora, e a boca fica inquieta, os olhos pulando de lugar para outro.

Acho que meu corpo está treinado. Eu ando pensando e não fazendo, para horror próprio. Não penso, nos números, não ativamente, mas eles me assombram. Meu corpo treinado para sofrer e não trabalhar. Grande merda.

"Pra quê," ela perguntou, olhos grudados nas minhas costas. Em algum lugar, minhas mãos tremiam. "Não vai se enforcar, pelo amor de Deus!"
Deus Deus Deus. Existe um único Deus ativo em minha vida, e ele não é o seu. "Não, eu só- só preciso."
"Esquece. Faz isso amanhã." Amanhã é tarde demais, eu preciso, eu preciso, agora.

(e eu sinto aquelas mesmas mãos de sempre, frias como o diabo, ha, o diabo, subindo e pressão, pressão, e penso, 'que besteira, você não precisa fazer tudo isso para me tirar o ar')

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