terça-feira, 21 de setembro de 2010

of what could've been;

Eu gostaria de casar com John. Engravidar uma vez. Adotar umas duas crianças. Deixar o cabelo crescer até o quadril. Chegar aos 34kgs, viva. Fazer piercing nos quadris, uma tatuagem em algum lugar. Tingir o cabelo de ruivo. Olhar no espelho e gostar do que vejo. Fechar os olhos e lidar com o que vejo.

Ir morar no Canadá. Fazer uma faculdade, talvez duas. Aprender francês, italiano, alemão, russo, japonês. Ler livros infinitos. Ler fanfics bem-escritas. Escrever estórias de amor e finais felizes. Estar na lista de 10 melhores fanfics. Estar na lista de 10 melhores blogs. Ter dinheiro, não muito, apenas o suficiente para meus gastos estúpidos e desnecessários. Ter um carro à alcool. Ver os Estados Unidos da América cair, feio. Ver o Brasil subir, o BRIC tomar conta do mundo. Ver a troca de sistemas.

Lutar de espadas, e ganhar. Matar alguém, uma pessoa bem horrível, uma pessoa pior do que eu. Abrir o peito de alguém e brincar com os órgãos. Disparar uma arma. Metralhadora. Disparar arcos e acertar todos os alvos. Voar, com os braços abertos e asas de uma cor maravilhosa.

Levar meus filhos para a casa da minha mãe. Deixá-los subir no vô, ou na tia, ou no telhado de uma casa, no topo de uma árvore. Escrever um livro, interessante, surpreendente, assustador. Ver minha alma e despedaçá-la.

Visitar Irlanda. Nova York. Finlândia. Suécia. Austrália. Egito. Lituânia. Polônia. França. Espanha. Áustria. Inglaterra. China.

Vestir um casaco de couro amarelo-mostarda. Subir em saltos de dez centímetros e conseguir ficar em pé neles a noite inteira. Colocar uma calça de couro e ficar fantástica. Ver o espaço entre minhas coxas.

Chamar alguém de amor. Odiar todos, sem amá-los. Amar todos, sem odiá-los. Não sentir nada. Sentir tudo, e mais. Ver o universo inteiro.

Ter um quarto só meu. Olhos que funcionem direito. Um nariz menor. Uma pele lisa, macia. Um sorriso bonito. Um outro nome. Uma outra nacionalidade. Uma outra família.

Nunca terei nada disso. E me pergunto, por que não hoje? Por que não?


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