domingo, 1 de novembro de 2009

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[Acho que é o tipo de coisa pela qual você tem que passar.]

Estou na casa de meu pai. Gosto daqui. É tudo, claro, e tem tanto, sol, e espaço. Eventualmente, tenho aqueles surtos de energia (que sei que deveria aproveitar mas nunca o faço), ou um daqueles momentos gostosos em que o clima está perfeito, e fico aqui, só curtindo o cheirinho da casa. Admito que certos lugares são mais gostosos e que passo 80% do tempo em um dos lugares menos gostosos, mas acho que isso não importa muito, apenas pela possibilidade de poder mudar.

É disto que gosto aqui; as possiblidades. Não é nada tão fechado quanto o quarto-sala-cozinha-baneiro lá de casa, aqui tem o sofá de couro marrom (com aquela coisa que só pode ser chamada de infância) onde eu posso deitar e ficar olhando para o teto, a veneziana mexendo levemente com a brisa e o sol me deixando quietinha, segura.

Ou então um dos quartos, deitar na casa e fechar os olhos, sentindo aquela segurança e felicidade tão íntima que você até duvida da existência dela.

E vou, sim, ser chata e falar do quintal, falar de sentar no muro e balançar as pernas, ficar olhando para o verde das plantas e o copo de àgua gelado, com os lábios secos e todo aquele amorzinho crescendo dentro de você...

Sempre me pergunto se não me sentiria sufocada se morasse aqui. A grande pergunta é; o que me faz sufocar (ou quem?) ?

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